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Classificação Científica

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Psittaciformes
Família: Psittacidae
 Rafinesque, 1815
Subfamília: Arinae
 Gray, 1840
Espécie: B. sanctithomae

Nome Científico

Brotogeris sanctithomae
(Statius Muller, 1776)

Nome em Inglês

Tui Parakeet


Estado de Conservação

(IUCN 3.1)
Pouco Preocupante

Fotos Sons

Periquito-testinha

O periquito-testinha é uma ave psittaciforme da família Psittacidae.
Não classificada em nenhuma das categorias de ameaça, algumas décadas atrás era muito apreciado como ave de gaiola.

Nome Científico

Seu nome científico significa: do (grego) brotogërus = com voz humana; e de sanctithomae = referente a São tomé no golfo da Guiné. ⇒ Periquito com voz humana de São Tomé. “Petite Perruche de l’Île St Thomas” de Aubenton (1765–1781) (Brotogeris).

Características

Mede de 16,5 a 17,5 centímetros de comprimento e pesa cerca de 59 gramas.
No geral verde e ventralmente amarelo. Facilmente distinguível pela cor amarelo-intenso na fronte e coroa, bico laranja-pardacento, asas totalmente verdes, e rabo pontiagudo.

Subespécies

Possui duas subespécies reconhecidas:

Aves Brasil CBRO - 2015 (Piacentini et al. 2015); (IOC World Bird List 2017).

Fotos das subespécies de Brotogeris sanctithomae
(ssp. sanctithomae) (ssp. takatsukasae)

Indivíduos com plumagem flavística

Flavismo é a ausência parcial da melanina (nesse caso ainda pode ser observado um pouco da cor original da ave), porém presença de pigmentos carotenóides. A ave flavística ou canela se apresenta com a coloração diluída, devido à perda parcial de melanina, tanto da eumelanina (pigmento negro) quanto da feomelanina (pigmento castanho).

Mais informações sobre as mutações que afetam a plumagem das aves podem ser encontradas no link abaixo:
As mutações que acometem as aves.

Alimentação

São grandes consumidores de frutos como o açai, o ingá, a embaúba, o apuí e principalmente a munguba. Durante as cheias dos rios amazônicos, quando acontece a frutificação da munguba nas áreas alagadas, os bandos se banqueteiam no consumo das sementes dessa fruta. No processo, as painas que contém as sementes são espalhadas e levadas pelo vento, contribuindo assim no processo de disseminação das sementes. Algumas frutas exóticas, como a manga e a goiaba, também são bem aceitos pela espécie, que divide as áreas de várzea com as comunidades ribeirinhas.

Reprodução

Nidifica em grupos pequenos e ruidosos, sobre árvores, em ocos naturais ou cupinzeiros. Ao que parece se reproduz de maio a julho.

Hábitos

Muito comum em povoados e cidades ribeirinhas onde chega em grandes bandos para passar a noite. Habita florestas úmidas em matas inundáveis, bordas de floresta, clareiras e áreas urbanas, até 300 metros. Visita palmeiras na beira de rios. Aparentemente sedentário.

Distribuição Geográfica

Amazonia. Sudeste da Colômbia, leste do Peru e em direção ao nordeste do Equador até o Brasil, e norte da Bolívia. No Brasil ocupa as áreas de várzea da bacia dos rios Amazonas, Purus e Madeira (AC, AM, RO, PA e AP). A ssp takatsukasae ocupa a parte leste da área de distribuição da espécie, a partir do rio Madeira e de sua foz no Amazonas até a ilha de Marajó. A ssp nominal ocupa as áreas a oeste da foz do rio Madeira e todo o rio Solimões até o Peru (AM, AC, RO).

Referências

Consulta bibliográfica sobre as subespécies:

Galeria de Fotos